Internet das coisas na indústria: tudo que você precisa saber!

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Todo o setor produtivo tem sido transformado mundialmente pela implantação de tecnologias de Internet das Coisas (IoT), com seus sensores e compartilhamento de dados. Segundo estudo do BNDES e de outras entidades, no Brasil, até 2025, a adoção dessa tecnologia deve movimentar até US$ 45 bilhões na indústria.

Atualmente, graças à internet, o consumidor está no centro da experiência digital. Por isso, cria-se um novo panorama para a “Era do Conhecimento”, de maneira muito relevante, chamada de Quarta Revolução Industrial.

Por sua vez, devido à atuação das máquinas e a cadeia de produção como um todo terem se tornado mais autônomas é que tem ocorrido um grande impacto na automação industrial. Assim, com a difusão do conhecimento, a capacidade de decisão não permanece mais atrelada somente à atuação humana.

Por tudo isso, neste artigo você entenderá;

  • o conceito de Internet das Coisas,
  • como essa tecnologia funciona,
  • a importância de aplicá-la no campo industrial,
  • seus benefícios,
  • e tudo mais que é preciso saber sobre essa solução que tem revolucionado o setor produtivo e a indústria. Boa leitura!

O que é Internet das Coisas?

A Internet das Coisas, ou em inglês, Internet of Things (IoT) é caracterizada como uma rede de máquinas e dispositivos interconectados e que trocam informações entre si. Assim, essa realidade abrange os recursos que são utilizados pelas pessoas no dia a dia, e alcança até o universo da automação industrial.

Nesse sentido, todos os objetos que são conectados por meio da internet são capazes de trocar informações e dados. Além de conseguirem até mesmo obedecer comandos e executar tarefas de modo inteligente por meio de sistemas computacionais.

Quando trazemos o conceito para o ambiente industrial, notamos a criação de um novo termo: IIoT, ou seja, Internet Industrial das Coisas. Sob esse aspecto, a diferença mais significativa é o foco na evolução das informações em toda a cadeia produtiva com a mesma ideia de IoT. Um bom exemplo disso é o apontamento de produção.

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Como a Internet das Coisas funciona?

Para aproveitar o máximo das vantagens da Internet industrial das Coisas, as empresas precisam se destacar em basicamente em três frentes de tecnologia:

  • computação orientada por sensor,
  • industrial analytics (análise industrial),
  • aplicação de máquinas inteligentes.

Quando colocam em prática essas capacidades, as indústrias têm acesso a dados anteriormente inacessíveis. Essa solução de geração de dados será a grande oportunidade para gerar novas fontes de receita. Dito isso, exploramos cada uma das capacidades a seguir. Confira!

Computação orientada por sensor

Sensores são capazes de dar aos objetos o poder de percepção. Isso viabiliza que o setor produtivo mensure:

  • condições de temperatura;
  • pressão;
  • velocidade e diversos outros parâmetros.

Todas essas informações são preciosas para quem busca inovar em processos produtivos e serviços, já que, geralmente, são indicadores de desempenho que os clientes não têm acesso.

Industrial Analytics

Por sua vez, os dados produzidos por meio dos sensores, permite que a análise industrial transforme-os em insights ricos e de grande utilidade, pois servirão para a execução dos planos de ação e também para uma tomada de decisão mais acertada.

Por exemplo, é muito comum grandes indústrias contarem com milhares de alarmes que sinalizam constantemente as anormalidades de processos. Assim, torna-se inviável que o operador consiga dar conta de todos os alarmes, em virtude do grande número dos mesmos, e isso, fatalmente, gera perdas financeiras.

Para tanto, existe o software de gerenciamento de alarmes, que conecta-se ao sistema de controle e é capaz de extrair todas as informações dos milhares de dados gerados todos os dias.

Em seguida, esses dados ainda não processados são transformados em insights poderosos acerca das condições da planta industrial. Afinal, o monitoramento desses alarmes facilita sobremaneira o trabalho do operador que, por sua vez, consegue controlar a planta com mais precisão — fato que colabora para a diminuição de perdas e para o aumento da produtividade.

Aplicação de máquinas inteligentes

Com o avanço da IIoT, fabricantes não vão mais elaborar e produzir máquinas que contam apenas com funções mecânicas. Também será necessário acrescentar o fator inteligência nelas.

Nesse cenário, as diversas possibilidades de aplicações que são criadas com essas máquinas inteligentes são a força motriz para o surgimento de novas fontes de receita.

Com a evolução da tecnologia tem sido possível integrar dispositivos físicos (e seus softwares de acompanhamento) aos serviços de terceiros — conforme exemplo dos alarmes industriais citados.

Qual a diferença entre Internet das Coisas e automação industrial?

Ao longo do tempo e da história, o ser humano tem se especializado em desenvolver instrumentos e técnicas capazes de minimizar o esforço para realizar suas atividades. No caso dos processos de automação industrial, da tecnologia da informação e dos softwares, esse é o verdadeiro ideal por trás da invenção das máquinas.

Nesse cenário, explicaremos as diferenças entre Internet das Coisas e automação industrial, dois conceitos que têm o objetivo de facilitar a resolução de problemas e de integrar processos, seja no cotidiano das pessoas ou mesmo na indústria.

A eficiência gerada pela automação industrial

Todo e qualquer processo que sirva para aumentar a eficiência na produção industrial deve ser chamado de automação industrial. Portanto, no fim das contas estamos falando sobre quaisquer técnicas, softwares ou equipamentos que otimizem as etapas de produção com o único foco de apresentarem melhores resultados.

Então, quando pensamos em automação industrial, visualizamos logo máquinas enormes e pesadas trabalhando em toda a cadeia produtiva de um item. Porém, também é possível idealizar esse mesmo conceito aplicado a pequenas e médias empresas.

Afinal, não importa, a automação industrial trata-se de um processo pequeno ou grande. Um exemplo de processo complexo é a implementação de robôs para substituir funcionários soldadores em fábricas de automóveis.

Por outro lado, a automação também é feita com o apoio de controladores mais simples. Isso porque ela pode ser desenhada sob medida para uma fábrica ou um processo, sempre com o intuito de trazer mais eficiência e benefícios para a produção.

As mudanças dos processos industriais

A principal característica da Internet das Coisas — que é a conectividade entre os objetos —, também chega ao chão de fábrica, e isso eleva o conceito de automação industrial a outro patamar. Isso porque a comunicação Machine-to-Machine (M2M), ou seja, a capacidade de comunicação entre as máquinas será a grande responsável por uma série de impactos inovadores na indústria.

Um desses impactos é a redução da demanda por mão de obra, visto que as máquinas conectadas entre si saberão exatamente quando iniciar e finalizar um determinado trabalho.

Obviamente, isso também proporcionará redução de custos e até a necessidade de um rearranjo geral na organização da planta de fábrica. Um bom exemplo da adoção da Internet das Coisas no setor industrial é o caso de alguns equipamentos como os motores, que podem ser programados para emitir um alerta quando for o momento de dar manutenção.

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Como a Internet das Coisas impacta a indústria atualmente?

As novas tendências como a Internet das Coisas e com o mundo altamente conectado, a realidade da indústria também muda muito. Tanto que agora ouve-se falar com bastante força o termo “Indústria 4.0”, ou seja, o surgimento de uma nova geração de desenvolvimento das maneiras de operar os recursos.

Se no passado tivemos as famosas revoluções industriais, que provocaram o surgimento de novos conceitos e modelos tanto para as produções quanto para o dia a dia das empresas, agora temos a quarta remessa dessa quebra de paradigmas.

Em outras palavras, essa nova revolução acontece com a inserção de novas tecnologias e de modernos protótipos. Elas que viabilizarão a concretização de projetos IoT nas empresas e indústrias.

Aliás, no mundo todo, até 2025, a previsão é de que fique entre 100 e 200 milhões o total de objetos conectados. Sendo que, segundo a ANATEL, no Brasil, já existem cerca de 20 milhões de conexões inteligentes entre máquinas.

Oportunidades para a indústria brasileira

Por sua vez, no setor de automação, isso representa uma possibilidade muito grande de empenhar as tecnologias IoT por meio de inúmeras aplicações. No entanto, ainda estamos no processo de desbravamento do vasto território de possibilidades que ela nos abre.

Vale destacar que o maior problema que o Brasil terá pela frente é o legado. Nesse sentido, o grande desafio será a integração do maquinário mais antigo às novas tecnologias. e também dos sistemas de rastreamento de dados lógicos das máquinas. Um estímulo e tanto para a gestão da informação!

Por conta disso, a grande dúvida não é mais quando vamos aderir à jornada digital. Mas sim de que forma viabilizaremos a transformação digital rumo à indústria 4.0. Além do mais, conseguiremos identificar qual é o caminho de implementação dessas novas tecnologias, e quais são as inovações que realmente trarão resultados efetivos.

Em nosso país, os líderes de negócios já estão cientes dessa necessidade. Projetos de IoT terão cada vez mais força em vários setores e, segundo o IDC Predictions Brasil 2018, o mercado total no Brasil será superior a US$ 8 bilhões. Assim sendo, a adoção de soluções e tecnologias de IoT está à frente da computação em nuvem e blockchain, por exemplo, no topo das prioridades de investimento dos executivos de TIC.

A fim de tornar o entendimento mais fácil, ilustramos como algumas áreas da indústria que sofrem os impactos diretos dessa tendência. Acompanhe!

Logística

As operações de logística por si só já possibilitam a evolução do setor e obtêm maior eficiência e transparência dos processos. Dessa forma, o impacto da Internet das Coisas nesse quesito é muito grande.

De acordo com um Relatório de Tendências da DHL, referência no setor, a Internet das Coisas trará um impulso da ordem de U$ 1,9 trilhão para as operações logísticas ao longo desta década. Citamos abaixo diversas razões que confirmam isso, entre elas:

  • a possibilidade de integrar dados para gerar inteligência a partir deles;
  • a função de armazenagem e estoque mais inteligente e automatizada por meio de itens conectados. Por exemplo, gruas de carregamento e paletes.

Nos trabalhos que envolvem veículos também verificamos impactos relevantes. Nesse sentido, se destaca a telemática de veículos comerciais, que tendem a ajudar no alcance de resultados melhores nas operações de logística. Além de colaborarem na redução de falhas no processo, na diminuição de custos e na otimização de tempo e recurso.

Gerenciamento de energia

As expectativas de avanço com a IoT também não ficam atrás quando o assunto é gerenciamento de energia na indústria. Basta imaginar as seguintes situações:

  • o encerramento da operação maquinaria sem intervenção humana direta, com possíveis riscos de esquecimentos, falhas ou desperdícios;
  • a chance de poder programar equipamentos de maneira mais precisa para que identifiquem o momento certo de parar, a fim de diminuir o consumo.

Por exemplo, o simples fato de ter a oportunidade de desligar um equipamento à distância, sem precisar retornar à empresa no meio da noite, devido a um determinado tempo sem uso. Ou pelo apagar luzes de um local que eventualmente tenha sido esquecido, representa uma economia muito significativa desse dispendioso recurso.

Não apenas em situações assim, como também a de manutenção de temperaturas em máquinas que, obrigatoriamente, precisam de monitoramento. Algo que certamente colabora para:

  • o aumento da eficiência na linha produtiva;
  • geração de economia;
  • maior controle em geral da atividade, inclusive em termos de segurança.

Portanto, fica óbvio que tudo isso fará uma diferença expressiva no aspecto da sustentabilidade para as companhias.

Monitoramento de equipamentos

Uma parte significativa das aplicações da Internet das Coisas é orientada para o uso de sensores. Eles podem ser conectados em praticamente todo tipo de equipamento ou produto. Para, após isso, enviar e armazenar dados que serão processos (ou não) na nuvem. Certamente, isso facilita o uso das funcionalidades de onde quer que você esteja.

Tais informações passam a fazer parte de uma importante base de dados úteis para;

  • o monitoramento de processos,
  • o monitoramento de resultados,
  • análises e tomada de decisões por parte dos gestores.

Além disso, também têm a chance de executar essas ações por meio da automação, o que gera economia e agilidade em muitas situações.

Por fim, o monitoramento de máquinas e equipamentos, e a possibilidade de análise de falhas, somados aos demais benefícios que tal tendência proporciona, ressalta o grande potencial da Internet das Coisas em servir de base para o crescimento das empresas. Isso sem falar do aprimoramento dos processos implantados, cada um em suas esferas.

Por que é importante aplicar a Internet das Coisas na indústria?

Sob o mesmo aspecto de IoT, a Internet Industrial das Coisas representa a evolução da maneira de capturar as informações da cadeia produtiva. E a conexão dessas informações via cloud.

É importante destacar a diferença entre IoT e IIoT. Afinal, sistemas que conectam objetos e complementam informações normalmente produzem dados que podem ser usados em qualquer setor da indústria. Por exemplo, eles servem para analisar tendências de manutenção e gerenciar ativos.

Por sua vez, a IIoT, forma uma camada crítica do processo produtivo. Para ilustrar, destacamos que é possível conectar diretamente um fornecedor de itens na linha de produção, em tempo real. Para fazer uma análise da qualidade e uso da sua mercadoria.

Outro exemplo é controlar o processo produtivo por meio da conexão da cadeia logística pertinente à entrada e saída de materiais. No ponto ótimo de operação, também em tempo real. Portanto, torna-se uma aplicação de produção e consumo de dados, com perfil crítico.

Quais os motivos para se digitalizar os dados por meio da IoT e IIoT

Uma das propostas da Indústria 4.0 é a fábrica digital. Com isso, a premissa de se digitalizar todas as informações naturalmente leva a um questionamento sobre os motivos de se fazer isso com tantos dados. Visto que antes não eram disponíveis em tempo real e hoje, se fazem necessários. Seguem as razões:

  • informação barata;
  • transformar informação em inteligência (Business Intelligence, ou BI);
  • diminuir a expertise;
  • baixar os riscos da tomada de decisão;
  • reduzir o número de operações;
  • transparência de ações;
  • reforçar o conceito: o que é executado é “aprendido”;
  • eliminar o “meio”;
  • acabar com o erro e desperdício;
  • ganhar tempo.

Qualquer que seja a parte de Internet das Coisas na indústria provoca um modelo de estimativas. Visto que a automação (que já existe) resolve questionamentos do tipo:

  • o que tem acontecido,
  • o que aconteceu,
  • por que aconteceu.

Contudo, a camada digital é capaz de responder questões como: o que acontecerá. E isso mudará tanto a forma de operar quanto a de manter uma planta industrial.

Quando as informações estão todas digitalizadas e os meios (redes) para que trafeguem e troquem informações entre si estão presentes em pleno funcionamento, é esperado que decisões sejam tomadas. Não só entre operadores e máquinas, mas também entre máquina e máquina.

O que levar em consideração para a digitalização da produção

Os RFID’s – Sistemas de Identificação por Rádio Frequência, são itens muito importantes que devem ser levado em consideração para a digitalização da produção. Em linhas gerais, eles possibilitam o rastreio total de todos elementos produtivos fora da planta e dentro dela.

Isso viabiliza agir de forma antecipada e o monitoramento da qualidade no instante do momento produtivo. Ou seja, agir em tempo real, com a chance de se fazer correções.

Por meio dessas camadas digitais, construídas pela IoT e IIoT, devemos pensar em utilizar tecnologias de operação, planejamento e qualidade, de uma forma completamente inovadora.

Afinal, a virtualização é o planejamento produtivo inteiramente digital, desde o projeto até a produção. Dessa forma, é possível trabalhar todos os cenários, até mesmo antes da produção de fato acontecer.

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Quais os benefícios da Internet das Coisas para a indústria?

A implementação de IoT e IIoT, trazem incontáveis ganhos para os parques de produção. Dessa forma, são esperados os seguintes benefícios abaixo:

  • redução de paradas e operações desnecessárias;
  • melhor aproveitamento do uso dos ativos;
  • redução de custo do ciclo do ativo;
  • melhoria da performance das máquinas;
  • ganho de eficiência na produção;
  • mais rapidez na tomada de decisão;
  • novas oportunidades para negócios;
  • permissão de venda ou da compra de produtos como serviços.

Quais são as melhores dicas para aplicar a Internet das Coisas na indústria?

Aumentar da capacidade do processamento de dados

Para que uma indústria possa usufruir das vantagens da IoT uma das dicas é investir recursos em uma estrutura capaz de realizar o processamento e armazenamento de qualquer dado que circule em sua plataforma. Assim sendo, provavelmente a aquisição de novos equipamentos para essa transmissão será necessária.

Investir em segurança digital

Uma das preocupações de qualquer empreendedor é a invasão de hackers nos aparelhos e, consequentemente, nos sistemas. Para termos uma ideia, existem relatos de pessoas que tiveram sua vida particular invadida e observada por meio da conexão dos aparelhos. Por isso a segurança digital é algo que precisa de cuidados.

No ambiente empresarial uma das dicas é se precaver, para que somente pessoas autorizadas sejam responsáveis por:

  • programar,
  • utilizar,
  • alterar os sistemas.

Para que informações sigilosas dos clientes ou dados de produtos não estejam em risco.

Mudar a cultura da empresa

Tanto gestores quanto funcionários deverão abrir a mente para compreender que o avanço é necessário. isso porque, com o conceito de Internet das Coisas, muito do que entendemos hoje como modelo de trabalho vai mudar. Um bom exemplo disso é que muitas instituições têm aderido ao home-office. Nesse sistema de trabalho, a pessoa se mantém conectada o tempo todo e faz todas suas tarefas de casa.

Nesse cenário, a IoT permitirá medir a produtividade de quem atua no mercado por meio desse formato. Por exemplo, além disso representar uma importante economia para as companhias em relação a despesas com transporte. Tudo isso colabora para a melhoria da qualidade de vida do funcionário e também impacta diretamente no seu desempenho e nos resultados.

Por fim, as informações que antes eram produzidas mas não eram processadas ganham um propósito real. E um novo sentido com a conectividade da Internet das Coisas. Isso porque os dados passam a ser armazenados e analisados de forma automatizada e precisa, fato que transforma simples objetos em instrumentos para novas funcionalidades, além de mais eficiência na vida cotidiana e na indústria.

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