SPED: qual o prejuízo de não preparar a minha empresa?

Além de focar nas atividades essenciais para o seu negócio — como produção, venda de produtos, financeiro, RH, logística, entre outros —, um gestor precisa estar atento às formalidades da contabilidade que, nos últimos anos, tem passado por importantes transformações. Desde 2009, as empresas foram obrigadas a trazer suas escriturações para o mundo digital, e o marco desta mudança se deu como SPED (Sistema Público de Escrituração Digital).

Leia também: Sua empresa está preparada para as mudanças dos documentos fiscais deste ano – NF-e 4.0?

O sistema faz parte da modernização das administrações tributárias, recebendo, validando e armazenando virtualmente livros e documentos das escriturações contábeis e fiscais.

Neste artigo vamos entender a importância deste sistema, seus impactos e como ficar em dia com a gestão do negócio e suas obrigações.

Tipos de SPED

O SPED se divide em 4 tipos:

SPED Contábil

Substitui os livros razão e diário, balanços e balancetes por um arquivo digital.

Obrigatoriedade: empresas de lucro real e presumido.

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SPED Fiscal

Substitui os livros de saídas e entradas para apuração do ICMS e IPI. E começa a valer nesse semestre o Bloco K do SPED Fiscal, que digitaliza o Livro de Controle de Produção e Estoque, tornando a sua transmissão ao fisco mensal e obrigatória.

Obrigatoriedade: empresas contribuintes do ICMS e IPI. Aqui a sugestão é validar com o a área contábil da empresa, já que em alguns estados existe a dispensa da obrigação.

NFe

É a nota fiscal de produtos, mas no formato digital.

Obrigatoriedade: variável em cada estado, mas predominante em todo o país.

EFD-Contribuições

Substitui a DACON (Demonstrativo de Apuração de Contribuição Social), que calcula o PIS e COFINS. Foi incluído também a Contribuição Previdenciária sobre a receita.

Obrigatoriedade: empresas de lucro real e presumido. Empresas do Simples Nacional deverão entregar o EFD a partir de janeiro de 2016.

Impactos nas indústrias

As mudanças vêm ocorrendo ano a ano com prorrogações de prazo e muita discussão entre empresários e contadores, mas uma coisa é certa: a digitalização das obrigações veio para ficar. As maioria delas são sempre iniciadas com empresas de lucro real e presumido, depois extendidas aos optantes do Simples. Se sua empresa está nesta última categoria, a dica é começar a se preparar desde já, trazendo a sua gestão para o meio digital através de softwares de ERP e alinhando as áreas contábil, operacional e financeira da empresa. Só assim, quando chegar a sua vez, estará mais preparado.

controle-total-da-empresa-1 SPED: qual o prejuízo de não preparar a minha empresa?

Agora, se sua companhia é lucro real ou presumido, você já deve estar se adequando às transformações. Para fabricantes, o Bloco K tem causado dor de cabeça, pois obriga uma transmissão mensal do Livro de Controle de Produção e Estoque, que só era usado internamente e nem sempre fiel aos fatos. Agora, faz-se necessário um estudo apurado de métodos e processos produtivos para entregar ao fisco todas as informações corretas. Se não o fizer, o empresário fica sujeito a multa de até 150% do imposto devido.

O SPED é uma grande evolução e, como toda novidade, causa desconforto no início. O importante é que o empreendedor tome conhecimento da nova regulamentação e modernize os processos que, com o tempo, só trarão benefícios. É mais facilidade na gestão de negócios, transparência e redução de burocracia!

O que achou do post de hoje? Já adotou o SPED em seu negócio? Comente!

Comments
  • vilson
    Responder

    Qual o prejuízo de não preparar a empresa para o SPED?

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