Linhas de Crédito para pagamento do 13º: veja como utilizar

Final do ano se aproximando e as empresas já iniciam a busca por linhas de crédito para pagamento do 13º salário dos funcionários. Com isso, ganham fôlego a mais no caixa e postergam para o próximo ano a conta.

O pagamento do 13º salário é uma obrigação dos empregadores que têm funcionários em regime de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Esse salário extra, no entanto, pode pesar para as empresas que não estão preparadas financeiramente.

Caso verifique que o caixa da sua empresa não cobrirá esses custos, talvez o melhor seja já procurar por linhas de crédito com menores taxas de juros. Acompanhe neste artigo, como melhor utilizar estas linhas de crédito!

 

Linhas de crédito: vantagens e desvantagens

É vantajoso pegar um empréstimo para pagar o abono do fim do ano? Na opinião do professor de economia da UCS (Universidade de Caxias do Sul), Mosár Leandro Ness, em termos de operação, é necessário separar as situações:

– Minha empresa não tem recursos para pagar e não deseja pagar o abono em atraso e com multas. Nesse caso deve-se avaliar o custo do dinheiro em relação ao valor das multas e aconselha-se a tomar um empréstimo e pagar o abono.

– Minha empresa tem uma aplicação e não quer mexer nessa, mas tem que pagar o abono. Então o custo de oportunidade está relacionado a taxa de ganho na aplicação, aquela que for melhor é a opção. Se o custo do empréstimo supera em muito a aplicação, então é mais vantajoso desaplicar e pagar o abono. Nestes casos, geralmente, o banco faz uma proposta com uma taxa de desconto muito próxima do ganho. O que faz com que o investidor não retire seu dinheiro e ocupe o do banco.

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Vantagem na oportunidade

De acordo com o professor de economia, utilizar linhas de crédito para o pagamento do 13º é uma vantagem quando reside no custo de oportunidade. Ou seja, se este for menor, é benefício. “ Suponha que as multas sobre a folha de pagamento cheguem a um custo de 11,5%. Qualquer taxa que fique menor, igual ou próxima será preferida. Aí você me pergunta o que é próximo? Até um desvio padrão em torno da média é próximo”, explica Mosár.

É importante entender que, se a empresa já está endividada e não tem recursos, a recuperação do fundo do caixa é essencial. Existem várias maneiras de se obter o equilíbrio. Seguramente a primeira é o controle entre as receitas e despesas da empresa. Aí a gestão de caixa se destaca. Por outro lado, se a empresa estiver no vermelho, as taxas não serão tão favoráveis pela simples razão de que a mesma está muito exposta ao risco de crédito.

Já se empresa apresenta um bom planejamento financeiro, com a construção de orçamentos de receitas e despesas confiáveis, será muito mais fácil para a gestão identificar qual a taxa de desconto é a mais vantajosa para a tomada do empréstimo.

 

Atenção para a falta de planejamento

 Por outro lado, quando a empresa não tem controle sobre as próprias ações, ela é levada à necessidade de contratação de empréstimos, a fim de honrar compromissos.

Neste caso, a avaliação dos custos será deixada em segundo plano e o cenário muda da proatividade para reatividade. Passa-se assim, a agir pelo impulso e perde-se o foco e a razão. O resultado é uma bola de neve que leva a insolvência da empresa.

 

13º deve ser previsto como despesa fixa durante o ano

Planejar desde janeiro é o ideal para as empresas que, no fim do ano, precisam lidar com custos maiores na folha de pagamento, como 13º salário e férias. Isso possibilita que essas despesas sejam diluídas.

A sugestão é apropriar esse valor da folha de pagamento, como uma despesa fixa no fluxo de caixa, e dividir por 12 meses, como uma reserva técnica. Inserir dentre as despesas fixas da empresa é importante para que haja uma provisão nesses momentos de gastos sazonais ou mesmo em eventuais problemas.

Outra vantagem é que, diluindo isso no ano, não impacta tanto na folha de pagamento e a empresa consegue se blindar melhor.

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Saiba como pagar o 13º corretamente

 O pagamento do 13º salário segue prazos e regras estabelecidos pelas leis trabalhistas. Todas as empresas têm até 30 de novembro para pagar a primeira parcela do abono. Já a segunda deve ser paga até 20 de dezembro.

O pagamento do 13º salário é obrigatório. O não-pagamento é considerado infração pela Lei 4.090/62, podendo resultar em pesadas multas para a empresa se for autuada por um fiscal do trabalho. Caso o empregador ultrapasse essas datas, o empregado tem direito de cobrar o pagamento pela justiça, recebendo inclusive, uma indenização.

Por isso, é preciso para o empregador ficar atento na data limite de pagamento, pois, R$ 170,16 pode não parecer muito, mas, multiplicando esse número para uma empresa, a qual, tenha 10 funcionários, já dá um prejuízo na ordem de R$1.701,60, onde começa a pesar o bolso. Grandes empresas, com centenas de funcionários são as mais afetadas.

Caso a data máxima de pagamento do abono caia em um domingo ou feriado, o empregador deve antecipar efetuá-lo no último dia útil anterior. Dar a gratificação em uma única parcela, como alguns empregadores fazem, normalmente em dezembro, é ilegal e pode gerar multa.

 

Como funciona o 13º salário

 O 13º Salário funciona de uma forma muito simples, ele é calculado proporcionalmente em cima dos meses trabalhados no ano pelo trabalhador. Assim, se uma pessoa trabalhou 12 meses, ela vai receber um salário extra no final do ano.

Já se ela trabalhou apenas 6 meses, vai receber metade do salário vigente no mês de dezembro. Sendo metade no final de novembro e o restante em dezembro.

A conta é: o valor do último salário recebido, divido por 12, vezes o número de meses trabalhados.

A cada mês que o trabalhador não tiver trabalhado na empresa, seja por ter sido contratado no meio do ano, seja por ter sido demitido, ele perde 1/12 do seu décimo terceiro salário.

Atenção: Como o cálculo do 13º salário equivale ao tempo proporcional ao trabalhado. O empregado pode receber nesse pagamento uma remuneração inferior ao valor do salário mínimo.

Felicidade para empregados, o 13º salário pode ser um problema para empresas que estão com pouco capital de giro. Por isso, os bancos abrem linhas de crédito para pessoas jurídicas pagarem o benefício aos funcionários. Sua empresa já utilizou este recurso como uma saída para este momento? Comente!

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